Argentina — Argélia: por que o +1,5 argelino engana o mercado
A Argentina chega ao seu primeiro jogo de Copa com a defesa remendada. Tagliafico está fora, Balerdi também, e a lateral esquerda vira uma zona de incerteza com Medina ou Lisandro Martínez improvisados. Isso tira da equipe a capacidade de sobrecarregar as laterais com constância, algo que Scaloni já testou e que a Argélia observou de perto.
Do outro lado, a Argélia não vem para especular. Petkovic repetiu em entrevistas que o plano é ser competitivo sem se abrir, e os ensaios contra o Uruguai e a Holanda mostram exatamente isso: bloco compacto, transições rápidas pelos pés de Mahrez e Zidane decidido a segurar o zero quando necessário. Não é um time que vai ceder espaço fácil só porque o rival é a Argentina.
O erro do mercado está em tratar o jogo como uma goleada certa. A partida de abertura de Copa costuma ser marcada por cautela, especialmente quando o adversário sabe que um resultado ruim não mata suas chances no grupo. A Argélia já mostrou que aguenta pressão alta e pune em contra-ataque quando o outro lado força demais.
Scaloni sabe que não precisa arriscar tudo no primeiro jogo. Otamendi mesmo alertou que todo mundo vai querer tirar a taça da Argentina, e isso costuma gerar um ritmo mais controlado nos primeiros 30, 40 minutos. A Argélia, por sua vez, tem tudo para sobreviver a essa fase inicial sem tomar mais de um gol.








