Colômbia — Gana: o roteiro de um jogo fechado

Colômbia e Gana se enfrentam nas oitavas da Copa com um roteiro claro: a Colômbia terá a posse e tentará furar o bloqueio de Gana. O problema é a falta de pontaria colombiana. Contra Portugal, 24 finalizações sem gol. Contra o Congo, 20 chutes para apenas um gol, já no fim. Falta um matador.
James, Díaz e Arias criam, mas a conclusão não acompanha. Díaz desequilibra, mas finaliza menos. Córdoba é mais de briga do que precisão. O time precisa de muitas chances para marcar, o que contra defesas fechadas é custoso.
O calor extremo em Kansas City também joga contra a intensidade ofensiva. A temperatura passa dos 35°C, mesmo à noite. Com umidade, o desgaste é maior e a velocidade cai. Isso favorece quem defende, não quem ataca.
Gana mostrou contra a Inglaterra que segura um ataque de elite, mesmo com rodízio. O 0 a 0 foi organização e disciplina. Sem Kudus, a criatividade despenca – Semenyo e Ayew são bons no contra-ataque, mas sem visão de jogo. A transição é previsível.
Do outro lado, a defesa colombiana é sólida: sofreu apenas um gol na fase de grupos. Gana terá dificuldade para balançar as redes. Queiroz rotou contra a Croácia e sofreu dois gols com reservas, mas com força máxima a defesa é mais coesa. A volta de Opoku e Yirenkyi traz solidez.
No gol, Gana tem boas opções. Asare fez defesas importantes contra a Croácia, e Ati-Zigi é experiente. Independentemente de quem jogar, a meta ganense estará bem protegida.
Em mata-mata, a cautela reina. Queiroz já disse que não há margem para erro. Lorenzo também não vai se expor. O placar tende a ser magro: 1 a 0 para a Colômbia ou empate sem gols são plausíveis. O Under 2,5 é o caminho natural.
A casa superestimou o potencial de gols, ignorando as dificuldades de finalização e a resistência de Gana. A linha de 2,5 gols está alta para a realidade do jogo. Portanto, a aposta no Under 2,5 é a mais coerente.























