Portugal — Uzbequistão: pressão lusitana e a barreira uzbeque
A vitória é obrigatória para Portugal depois do frustrante 1 a 1 contra a RD Congo na estreia. Com a Colômbia pela frente na última rodada, o time de Roberto Martínez não pode mais vacilar. O problema é que o adversário desta terça-feira, o Uzbequistão, chega com um plano claro: se defender com uma linha de cinco e explorar transições rápidas.
Portugal teve apenas uma finalização no alvo contra a RD Congo, mesmo com uma posse de bola esmagadora. O ataque português sofre para quebrar linhas baixas quando o adversário se compacta atrás da bola. Cristiano Ronaldo, mesmo sendo uma lenda, atua como um ponto de referência estático, o que facilita a vida de zagueiros organizados.
A defesa de cinco que já incomodou favoritos
O Uzbequistão perdeu por dois gols de diferença tanto para a Colômbia quanto para a Holanda em amistoso e na estreia da Copa. Em ambos os jogos, conseguiu manter o placar apertado por longos períodos, cedendo espaços apenas em erros individuais ou em momentos de desorganização. Contra Portugal, a proposta deve ser a mesma: aguentar a pressão e esperar uma chance de Fayzullayev ou Shomurodov no contra-ataque.
A ausência de Masharipov, o camisa 10, tira uma válvula de escape criativa, mas o esqueleto defensivo continua forte. O zagueiro Khusanov, que atua na Ligue 1, é o líder da retaguarda, e o goleiro Yusupov já mostrou segurança contra finalizações de longe. O time de Cannavaro sabe que um ponto ainda mantém vivas as esperanças de classificação.
Portugal tem talento de sobra para furar a retranca, mas o histórico recente mostra que isso não é automático. A vitória por 2 a 0 contra os EUA em amistoso foi uma exceção; nos outros jogos contra rivais que se fecharam — México, RD Congo e até Nigéria — o placar foi magro. A vantagem de jogar com o público a favor existe, mas não transforma a partida.
O handicap de +2,5 para o Uzbequistão abrange os cenários mais prováveis: uma vitória portuguesa por um ou dois gols, ou até mesmo um empate. A odd de 1,80 reflete bem a dificuldade que Portugal terá para golear. A linha do mercado ignora a consistência defensiva uzbeque contra elites e a ineficiência ofensiva lusitana diante de blocos baixos.














