Alemanha — Costa do Marfim: Os Elefantes não vão levar goleada
A Alemanha estreou na Copa de 2026 com uma goleada histórica: 7 a 1 sobre Curaçau, um resultado que inflou as odds e fez o mercado acreditar que a Máquina estaria pronta para atropelar todo mundo. Mas a realidade é que Curaçau não é a Costa do Marfim. E os Elefantes chegam a Toronto com um time organizado, fisicamente forte e com armas reais no ataque.
Um teste de fogo para a zaga alemã
O placar elástico contra Curaçau escondeu algumas verdades: a Alemanha sofreu um gol, vacilou em lances de transição e só resolveu o jogo depois de uma bola parada e um pênalti. Contra times mais organizados, como a Suíça no amistoso de março (3 a 4), a defesa de Nagelsmann mostrou fragilidades claras quando o adversário ataca em velocidade.
É exatamente nesse ponto que a Costa do Marfim pode machucar. Yan Diomandé é um dos alas mais explosivos da Copa, Amad Diallo — o herói da vitória sobre o Equador — começa jogando, e Nicolas Pépé segue sendo um finalizador de classe. O meio-campo tem Kessié e Seko Fofana, dois caras que sabem quebrar linhas e proteger a defesa.
A armadilha do 7 a 1
O mercado precificou a Alemanha como se ela fosse repetir a goleada a cada rodada. A linha de handicap +1,5 para a Costa do Marfim, cotada a 1,70, parte do pressuposto de que uma vitória alemã por dois ou mais gols é o cenário mais provável. Mas os dados de jogo contam outra história.
Os Elefantes mantiveram o Equador sem gols na estreia, mesmo com os sul-americanos criando chances no primeiro tempo. O 4-4-2 compacto de Emerse Faé dificulta a vida de times que gostam de infiltrar pelo meio — justamente o forte de Musiala e Wirtz. Além disso, a ausência de Wahi (substituído por Bonny, um atacante de mais trabalho defensivo) mostra que a Costa do Marfim prioriza o equilíbrio.
Força física e quebras de linha
Outro ponto fundamental: a Costa do Marfim não é um time que se entrega fácil. Venceu a França em amistoso (2 a 1), goleou a Coreia do Sul (4 a 0) e passou invicta nas eliminatórias. O time tem estatura, tem força nas divididas e sabe segurar o resultado contra adversários superiores tecnicamente.
A Alemanha, por sua vez, não é um rolo compressor em todos os jogos. Contra os EUA, sofreu para controlar o jogo depois de sair na frente. Contra a Suíça, tomou três gols em um amistoso aberto. Se a Costa do Marfim conseguir segurar o ímpio inicial alemão e explorar os contra-ataques, um placar apertado — tipo 1 a 0, 2 a 1 ou até 1 a 1 — é perfeitamente plausível.














