Holanda — Japão: tendência de jogo fechado na estreia
Holanda e Japão se enfrentam neste sábado, 14 de junho de 2026, às 17:00 BRT, pela estreia do Grupo F da Copa do Mundo. De um lado, a tradicional escola holandesa, com seu 4-3-3 e nomes de peso como Van Dijk, De Jong e Gakpo. Do outro, a organização tática japonesa, que vem surpreendendo o mundo com vitórias sobre Inglaterra e Escócia. Mas, olhando os bastidores, o que os olhos veem é um cenário propício para um jogo truncado, com poucas emoções e — principalmente — poucos gols.
Ataque holandês engasgado: um gol em jogo aberto nos últimos quatro jogos
Os números recentes da Holanda acendem um alerta. Nos últimos quatro amistosos, a seleção de Ronald Koeman marcou apenas um gol em jogo aberto — um dado que assusta para uma equipe que sempre teve no ataque sua marca registrada. Contra Argélia, derrota por 1 a 0 com pouca criação. Diante do Uzbequistão, vitória magra por 2 a 1, mas com dois pênaltis de Gakpo. Antes, empate com Equador (1 a 1) com gol contra e outro de pênalti. A única vitória convincente foi sobre Lituânia, adversário de nível bem inferior.
Koeman já admitiu publicamente a dificuldade em criar chances claras e converter. O time chega à Copa com um ataque que depende de lances de bola parada e pênaltis para balançar as redes. Contra defesas bem postadas, como a japonesa, a tendência é que a Holanda tenha ainda mais dificuldade para furar o bloqueio.
Japão desfalcado perde força ofensiva e equilíbrio no meio
Do lado japonês, o cenário é igualmente preocupante no que diz respeito à produção ofensiva. As ausências de Kaoru Mitoma (lesão no tendão), Takumi Minamino (joelho) e, principalmente, do capitão Wataru Endo (pé) são um duro golpe. Mitoma e Minamino eram os principais nomes do ataque, responsáveis por quebrar linhas e finalizar. Sem eles, o setor ofensivo perdeu criatividade e profundidade.
Endo, por sua vez, era o equilíbrio no meio-campo — o jogador que protege a defesa e dá início às transições. Sua ausência obriga o técnico Hajime Moriyasu a improvisar com Sano e Kamada, uma dupla mais frágil defensivamente. Isso pode deixar a defesa japonesa mais exposta, mas também reduz a capacidade de manter a posse e construir jogadas. O resultado é um Japão menos perigoso no ataque e mais vulnerável na marcação.
O histórico recente mostra que, mesmo com os desfalques, o time japonês mantém uma organização tática invejável — como visto na vitória sobre a Inglaterra em Wembley. Mas, sem as peças certas para finalizar, o jogo tende a se arrastar para um duelo de meio-campo, com muitas faltas e poucas chances claras.
Expectativa de jogo tático e com poucos gols
Ambos os treinadores já mostraram respeito mútuo. Koeman destacou a “intensidade e trabalho físico de 90 minutos” dos japoneses. Moriyasu, por sua vez, prometeu um time confiante, mas sem loucuras. O primeiro jogo de uma Copa do Mundo é sempre acompanhado de nervosismo e precaução. Acrescente a isso os problemas ofensivos das duas equipes, e o cenário ideal para um under se desenha.
A Holanda deve controlar a posse de bola, mas sem a mesma efetividade de antes. O Japão, mais reativo, vai buscar os contra-ataques, mas com menos armas que o habitual. A tendência é de um jogo truncado, com poucas finalizações e muitos passes no meio-campo. Os gols, se vierem, devem sair de bolas paradas ou de lances isolados — não de um fluxo ofensivo consistente.








