Brasil x Noruega: gols nas oitavas, mesmo sem Paquetá para arrumar a casa

As oitavas de final do Mundial 2026 colocam Brasil e Noruega frente a frente no MetLife Stadium, 5 de julho de 2026, 17:00 BRT. Quem vencer pega Inglaterra ou México nas quartas, em Miami.
A pergunta que a torcida faz não é se o Brasil ganha — é como o time se arruma sem seu equilibrador. Paquetá machucou a coxa contra o Japão e dificilmente volta neste Mundial.
É aí que mora o palpite. A perda do meia não é só um nome a menos: some o cara que conectava o meio ao ataque e liberava Vini. Sem ele, o jogo tende a esticar.
O elo que Ancelotti perdeu no caminho
Ancelotti deve escalar Martinelli no lugar de Paquetá — um jogador mais direto, mais de frente. A imprensa brasileira já cravou o alerta: o meio-campo pode ficar exposto.
Com apenas Casemiro e Bruno Guimarães segurando Ødegaard, Berge e Berg, o Brasil corre o risco de virar um time de transições — daqueles que fazem gol, mas também tomam. Espaço nas costas é justamente o calcanhar da seleção.
Basta lembrar da estreia contra Marrocos, um 1 a 1 nervoso em que o próprio Ancelotti admitiu ter perdido "muitos duelos". Ou do primeiro tempo contra o Japão, quando o Brasil só respirou no sufoco, virando nos acréscimos.
A Noruega não veio para se trancar
Aqui está o outro lado da moeda. Solbakken repete que sua Noruega quer a bola, tem "toque de Guardiola" e ataca cedo, ligando Ødegaard em Haaland, Nusa e Sørloth.
E o dado que sustenta o palpite: os noruegueses levaram gol em todos os jogos de verdade desta campanha. Iraque, Senegal e Costa do Marfim balançaram as redes deles — e o próprio Solbakken reconhece a fragilidade defensiva no fim das partidas.
Contra o Senegal foi um 3 a 2 de coração na boca; contra a Costa do Marfim, um 2 a 1 decidido só aos 86. Ou seja: quando a bola rola aberta, esse jogo produz gol.
Some a isso um MetLife quente, com previsão de tempestade rondando o horário do apito — clima que, na admissão dos dois lados, drena as pernas no segundo tempo. Cansaço tardio costuma ser sinônimo de espaços e finalizações.
Reconheço as alternativas e por que ficaram de fora. O Brasil −1,5 está caro demais para uma seleção que empatou com Marrocos e só bateu o Japão no desespero. E apostar na simples vitória do Brasil a 1,85 é um preço honesto, sem valor escondido.
O ponto certo é o mercado de gols, onde a linha ficou um tiquinho cautelosa demais. Dois ataques de qualidade, um dono da bola perdendo seu maestro e um clima que embaralha o ritmo — o terceiro gol pinta mais provável do que a odd sugere.






















