Brasil — Noruega: O duelo que pede muitos gols

Brasil e Noruega se enfrentam neste domingo, 5 de julho, às 17h (horário de Brasília), no MetLife Stadium, em East Rutherford, pelas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. E a impressão que fica é que este jogo tem tudo para ser movimentado, com gols dos dois lados.
A ausência que mexe com o meio-campo
O desfalque de Lucas Paquetá, com uma lesão na coxa esquerda, é um baita problema tático para o Brasil. Martinelli deve entrar na vaga, o que deixa a seleção mais vertical, mas com menos cobertura no meio-campo.
A Noruega, que não é boba, tem velocidade de sobra para explorar esses espaços. Nusa e Sørloth, além de um Haaland afiado, são armas que podem castigar qualquer defesa desprotegida.
Noruega: ataque que assusta, defesa que preocupa
A Noruega não é mais a seleção que só se defendia. Nos últimos jogos, mostrou que sabe marcar: foram quatro gols no Iraque, três no Senegal e dois na Costa do Marfim. Haaland, com quatro gols nas últimas duas partidas decisivas, está em estado de graça.
O problema é que a defesa norueguesa também não é uma fortaleza. Senegal e Costa do Marfim furaram o bloqueio, e o Brasil, com Vini Jr. e Rayan, tem armas para fazer o mesmo. O histórico de jogos abertos da Noruega é um convite para o 'Over'.
Brasil não é mais uma muralha
A seleção brasileira também tem mostrado fragilidades. Levou gol do Japão, que pressionou e criou chances, e sofreu para conter as transições de Marrocos na estreia. Com a saída de Paquetá, o equilíbrio defensivo fica ainda mais sensível.
Para piorar, a previsão de tempestades e um gramado mais pesado em Nova Jersey podem gerar erros e mais oportunidades. Em um jogo de mata-mata, onde ninguém vai se esconder, o roteiro ideal é de gols.
O mercado colocou o Mais de 2,5 gols a 1,686, mas a impressão é que esse número está subestimado. Com dois times que atacam bem, mas têm defeitos na retaguarda, o cenário é de um jogo movimentado e aberto.
A motivação está no talo: o Brasil quer quebrar o jejum contra europeus, e a Noruega sonha em repetir 1998. Ninguém vai tirar o pé — o que aumenta ainda mais a chance de vermos a rede balançar várias vezes.






















