Bélgica — Senegal: O nocaute que o mercado subestimou
O confronto entre Bélgica e Senegal, válido pelas oitavas de final (1/16) da Copa de 2026, promete ser mais equilibrado do que muitos imaginam. Mas, se você olhar com atenção para as escalações, percebe que a balança pendeu a favor dos Diabos Vermelhos. O principal motivo? A defesa senegalesa está desfalcada dos seus dois pilares: o goleiro Édouard Mendy e o zagueiro Kalidou Koulibaly.
A espinha dorsal quebrada do Senegal
Perder Mendy é um golpe duro, mas ficar sem Koulibaly na zaga é um problema ainda maior. Com os dois fora, o Senegal perde liderança, autoridade aérea e a calma sob pressão. Mory Diaw, o reserva, tem experiência, mas não é o mesmo sob as traves em um jogo eliminatório.
Além disso, a linha defensiva titular de Senegal já havia mostrado fragilidades contra Noruega e França, sofrendo seis gols na fase de grupos. Agora, sem o organizador principal, a tendência é que os belgas encontrem ainda mais espaços para explorar.
A resposta belga: Lukaku no comando
A Bélgica, por sua vez, fez um ajuste tático crucial para este jogo. Rudi Garcia optou por começar com Romelu Lukaku como referência no ataque, ao lado de Doku e Trossard. Essa decisão muda completamente a dinâmica ofensiva, que antes era estéril contra defesas fechadas como as do Irã e do Egito.
Com Lukaku, a Bélgica tem um finalizador nato e um foco para as jogadas pelo alto e pelos cruzamentos. Contra uma defesa improvisada de Senegal, essa estratégia de jogo direto pode ser mortal. A presença de De Bruyne na armação só aumenta o perigo, pois ele sabe encontrar os espaços certos para servir os atacantes.
O risco de subestimar Senegal
O mercado pode estar olhando para os 5 a 0 de Senegal sobre o Iraque e supervalorizando seu poder de ataque. No entanto, aquele placar foi construído após um cartão vermelho precoce, o que tornou o jogo mais fácil. Diante de uma Bélgica com moral após golear a Nova Zelândia, o time de Pape Thiaw terá que se expor para buscar o gol, abrindo espaços para os contra-ataques belgas.
Mesmo que o trio Mané, Sarr e Ndiaye seja perigoso, a ausência dos líderes defensivos tira a confiança necessária para um jogo de tiro curto como este. A motivação está alta para ambos os lados, mas a Bélgica tem as peças certas para explorar a fraqueza revelada.














