Bélgica — Senegal: Defesa desmontada é um convite para Lukaku
Chegamos aos 16 avos de final da Copa do Mundo e as casas de apostas estão fingindo que este é um duelo equilibrado. O mercado comprou a ilusão daquele placar elástico do Senegal sobre o Iraque, ignorando que os iraquianos jogaram com um a menos boa parte do tempo. Agora o buraco é mais embaixo.
A espinha dorsal senegalesa virou pó
O técnico Pape Thiaw vai mandar a campo uma defesa que parece montada no improviso para o rachão de fim de semana. Édouard Mendy está com o joelho em frangalhos, entregando a bucha para Mory Diaw bem na hora do pesadelo tático. Para completar o drama, o xerife Koulibaly misteriosamente desapareceu entre os titulares.
A defesa africana já havia tomado um baile da França e da Noruega na fase de grupos quando estava com sua força máxima. Entrar no mata-mata flertando com esse improviso, sem goleiro de confiança e sem o pilar da zaga, é pedir para ser despachado cedo. O corredor defensivo simplesmente esfacelou de vez.
Fim das invenções e bola na área
Do outro lado, o técnico Rudi Garcia finalmente parou de inventar moda com aquele esquema de "falso nove" que só gerava sono na torcida. A Bélgica vem para o gramado de forma direta, ignorando qualquer posse de bola burocrática em favor da força bruta. Romelu Lukaku está escalado como o tanque de guerra principal.
Com De Bruyne orquestrando os passes e Doku voando na ponta, o confronto físico na grande área senegalesa vai beirar a covardia. O meio-campo belga agora ganha a musculatura de Onana entre os volantes para travar o meio. É a receita cirúrgica para evitar o jogo de transição desenfreada que o ataque veloz do Senegal adora.
Pagar tão generosamente na vitória belga nestas condições é um brinde flagrante que o mercado esqueceu de precificar. Confiar que a zebra fraturada vai contribuir ativamente para um tiroteio de gols é flertar com o perigo. O lucro está em atacar a odd farta no time totalmente estruturado e pronto para amassar uma defesa em crise.














