Jordânia — Argentina: o roteiro de um jogo mais fechado
O AT&T Stadium de Dallas recebe um duelo de extremos na última rodada do Grupo J: a já eliminada Jordânia contra a líder Argentina, que vem com time reserva. A escalação alternativa de Scaloni, com Messi no banco e Romero de fora, mexe diretamente com o ritmo de jogo. E é aí que mora o valor do Menos de 3,5 gols.
Messi no banco, Argentina com outra cara
Lionel Scaloni confirmou: o camisa 10 começa no banco e só deve entrar no segundo tempo. Sem ele, a criatividade e a finalização da Argentina perdem potência nos primeiros 45 minutos. O meio-campo com Paredes, Palacios e Lo Celso é sólido, mas não tem a mesma magia para quebrar linhas.
Além disso, a zaga titular perdeu Cuti Romero, poupado para o mata-mata. Otamendi e Senesi formam uma dupla experiente, mas menos ágil na recomposição. Isso favorece um jogo mais travado e de menor volume ofensivo, ao menos no começo.
Jordânia motivada e compacta
A seleção asiática já está eliminada, mas encara a partida como uma despedida histórica — o primeiro Mundial da história do país. Os analistas locais pedem uma postura ousada: pressionar no meio-campo e não recuar demais, como aconteceu contra a Argélia.
O time de Jamal Sellami mostrou contra Áustria e Argélia que consegue segurar o placar por longos períodos. Fez 1 a 0 na Argélia e só cedeu a virada nos minutos finais. Com uma linha de cinco na defesa e o talento de Al-Tamari no contra-ataque, a Jordânia pode dificultar a vida da Argentina.
O contexto do grupo já decidido
A Argentina tem seis pontos e já garantiu o primeiro lugar. A motivação principal é evitar lesões e dar ritmo a jogadores que atuaram menos. Scaloni deixou claro que quer vencer, mas com um time "majoritariamente alternativo". Não há a mesma intensidade de uma partida decisiva.
Do lado jordaniano, a pressão é zero e o orgulho é máximo. Isso costuma gerar partidas mais estudadas e menos expostas a goleadas. O roteiro de um 2 a 0 ou 3 a 0 com tranquilidade é bem mais provável do que um 5 a 0 aberto.
Os dois jogos da Argentina no Mundial terminaram em 3 a 0 e 2 a 0. Ambos com Messi em campo desde o apito inicial. Sem ele, o primeiro tempo contra a Jordânia tende a ser um duelo de xadrez, com poucas chances claras.
A linha de 3,5 gols está alta para as circunstâncias. O mercado precificou uma goleada argentina padrão, mas ignorou o peso da rotação e a postura compacta da Jordânia. O Menos de 3,5 é a aposta que se encaixa no que o jogo realmente promete.






