DR Congo — Uzbequistão: placar magro na despedida
O duelo entre DR Congo e Uzbequistão, neste domingo às 20:30 BRT, em Atlanta, tem todos os ingredientes para ser um jogo truncado e de poucos gols. A casa coloca o Under 2,5 como favorito, a 1,692, e o cenário do jogo endossa essa visão.
A República Democrática do Congo chega pressionada: precisa da vitória para seguir sonhando com a classificação. Mas, apesar da motivação, o ataque congolês tem sido um problema. Em dois jogos na Copa, marcou apenas um gol — e foi de bola parada.
Ataque congolês: muito barulho, pouca eficiência
O técnico Sébastien Desabre prometeu uma postura mais agressiva e mudou o time: escalou Mbuku e Cipenga ao lado de Bakambu e Wissa. É uma linha de frente mais ousada, mas também mais inexperiente em alto nível.
O problema é que essa “ousadia” não significa, necessariamente, gols. A DR Congo tem dificuldade crônica em criar jogadas de perigo em campo aberto. A bola parada é sua principal arma, e mesmo assim, não é garantia de nada contra uma defesa que, apesar de frágil, vem treinada.
Desabre sabe que um empate não serve. Mas “tomar riscos” no futebol não é sinônimo de “virar um ataque avassalador”. Pode, sim, abrir espaços na defesa — e aí o Uzbequistão pode aproveitar.
Uzbequistão: sem Masharipov, sem punch
O Uzbequistão está eliminado, mas não chega morto. Fabio Cannavaro mandou a campo uma equipe competitiva, com Fayzullayev e Shomurodov. A motivação é dar o primeiro grito de vitória na história do país num Mundial.
Porém, o time uzbeque sofre com a ausência de Masharipov, seu principal articulador. Sem ele, a criação de jogadas fica nas costas de Shukurov, que não tem conseguido alimentar os atacantes com consistência contra defesas de Copa.
Nos dois jogos que fez, o Uzbequistão sofreu oito gols. É verdade. Mas foram contra Portugal e Colômbia, duas seleções de outro patamar. Diante de uma DR Congo que não é uma máquina ofensiva, a defesa uzbeque pode se segurar.
Jogo de xadrez tenso e de poucas finalizações
O cenário mais provável é de um jogo estudado, com ambas as equipes cometendo erros, mas sem capacidade de transformar isso em uma enxurrada de gols. A tendência é de um placar magro: 1 a 0, 0 a 0, 1 a 1 ou, no máximo, 2 a 0 — todos resultados que encaixam no Under 2,5.
A única preocupação seria um colapso nos minutos finais, se o Uzbequistão se mandar ao ataque desesperadamente e levar gols de contra-ataque. Mas, francamente, a DR Congo não tem o poder de fogo necessário para transformar um jogo tenso em um 3 a 1.
O mercado de Under 2,5, a 1,692, reflete bem essa realidade: um jogo com cara de decisão, mas sem os ingredientes para ser uma goleada. A aposta está no roteiro mais provável: um duelo truncado, de poucas chances claras e muitos nervos à flor da pele.










