Senegal — Iraque: gols em Toronto valem a Copa
O BMO Field vai ferver nesta sexta-feira. Senegal e Iraque entraram no Mundial sem pontos, mas longe de estarem mortos: uma vitória, de preferência elástica, mantém vivo o sonho de uma vaga entre os melhores terceiros colocados. O que se vê em campo, porém, é um prato cheio para quem aposta em gols.
Urgência que cria chances dos dois lados
O técnico Pape Thiaw já avisou que os Leões vão “soar a revolta” depois de duas derrotas. Não existe plano B: Senegal precisa atacar desde o primeiro minuto, com Mané, Ismaïla Sarr e o jovem Ibrahim Mbaye formando um quarteto ofensivo de alta octanagem.
Do outro lado, Graham Arnold mandou o Iraque com a mesma mensagem de “nada a perder”. Os iraquianos vão buscar o resultado, mesmo sabendo que sua defesa já levou sete gols em dois jogos. A combinação é explosiva: dois times que não podem se dar ao luxo de especular.
Defesas frágeis e ausências que pesam
Senegal perdeu o goleiro titular Édouard Mendy, lesionado contra a Noruega. Quem entra é Mory Diaw, um reserva que enfrentará um ataque adversário faminto por encontrar as redes pela primeira vez na Copa.
A defesa senegalesa já sofreu três gols da Noruega e outros três da França. Sem Mendy para salvar, o sistema fica ainda mais vulnerável. E o ataque iraquiano, mesmo sem o artilheiro Aymen Hussein (dúvida de última hora), tem Ali Al-Hamadi e Ali Youssef prontos para aproveitar qualquer vacilo.
Iraque sabe que precisa marcar
Os asiáticos perderam por 4 a 1 para a Noruega e por 3 a 0 para a França, mas em ambos os jogos criaram chances reais. Contra os noruegueses, Aymen Hussein empatou de cabeça e só a superioridade técnica do rival impediu um placar mais apertado.
Agora, sem a obrigação de se defender para evitar goleada, o Iraque deve se soltar. As laterais de Senegal sobem demais, e os contra-ataques comandados por Ibrahim Bayesh e Ali Jasim podem encontrar espaços. O histórico recente mostra que os Leões sofrem gols quando pressionam.
Os números pedem gols — e muitos
Senegal marcou em todas as partidas da Copa (dois gols contra a Noruega, um contra a França). O Iraque balançou as redes uma vez. Mas o que importa é o contexto: ambas as equipes têm ataques rápidos e defesas quebradiças.
Nos últimos cinco jogos de Senegal, a média de gols é de 3,4 por partida. O Iraque, por sua vez, viu seus jogos terminarem com 4, 5 e 4 gols nos últimos três compromissos. A tendência é clara: quando essas equipes entram em campo, a rede não descansa.














