República Tcheca — México: placar magro no Azteca
Nesta quarta-feira, 24 de junho, às 22h (de Brasília), a República Tcheca enfrenta o México no Estádio Azteca pela última rodada do grupo. Enquanto os mexicanos já garantiram a liderança e podem rodar o elenco, os tchecos precisam vencer para seguir vivos. Mas a leitura de mercado, que aposta em um jogo aberto e com muitos gols, parece ignorar os fatores que apontam para um placar magro.
Desfalques que mudam o roteiro
A República Tcheca não contará com seus principais finalizadores: Patrik Schick e Tomás Souček estão fora da equipe titular. Isso deixa Adam Hložek isolado na frente contra uma zaga mexicana forte e física, com César Montes de volta. A capacidade tcheca de criar chances claras fica seriamente comprometida.
Do outro lado, o México poupa Brian Gutiérrez por causa de cartões e deve escalar um meio-campo com Edson Álvarez e Luis Romo — dupla que dita o ritmo e fecha os espaços centrais. Mesmo com algumas mudanças, a espinha dorsal defensiva segue intacta, e a seleção anfitriã não tem a menor pressa em buscar uma goleada.
Altitude e chuva: ingredientes para um jogo truncado
O Estádio Azteca, a mais de 2.200 metros de altitude, é um desafio para qualquer visitante, e a República Tcheca já admitiu as dificuldades. Além disso, a previsão é de chuva na Cidade do México, o que deixa o gramado mais pesado e desacelera as transições rápidas. O jogo tende a ser físico, com muitas interrupções e pouca fluidez.
A motivação também pesa. O México já está classificado e não precisa arriscar lesões ou cartões desnecessários. Os tchecos, apesar da urgência, não têm armas ofensivas suficientes para pressionar por 90 minutos — como mostraram nos jogos anteriores, marcando cedo e depois recuando. O mais provável é um duelo de poucos gols, decidido nos detalhes.














