EUA — Austrália: Socceroos devem segurar a diferença
O confronto entre EUA e Austrália na segunda rodada do Grupo D tem um ingrediente que mexe com o mercado: Christian Pulisic está fora. O camisa 10 sentiu a panturrilha no treino e não foi relacionado. Sem ele, o ataque americano perde o principal driblador e articulador do lado esquerdo.
É claro que os EUA ainda têm força — Balogun vem de dois gols contra o Paraguai, McKennie está voando, Dest e Robinson são laterais ofensivos de primeira linha. Mas a construção de jogadas fica mais previsível. Pepi entra no time, mas não substitui a capacidade de Pulisic de quebrar linhas com condução.
Bloco australiano bem montado
Do outro lado, a Austrália do técnico Popovic não se intimida. Vem de vitória sólida sobre a Turquia por 2 a 0, com uma defesa organizada e transições rápidas. Agora, o time entra com uma linha de cinco na zaga e três volantes à frente, formando uma barreira difícil de atravessar.
O esquema 5-4-1 é feito para absorver pressão. Harry Souttar e Cameron Burgess são zagueirões que ganham no jogo aéreo e não dão espaços fáceis. Além disso, o goleiro Beach fez defesas importantes contra os turcos e vive boa fase.
Mas o grande trunfo está no banco. Nestory Irankunda e Connor Metcalfe, os dois melhores jogadores ofensivos da Austrália na estreia, começam no banco. Eles entram no segundo tempo contra uma defesa americana que já mostrou vulnerabilidade a transições, como no amistoso contra Portugal.
Pressão americana, mas sem goleada
Com a torcida em Seattle, os EUA vão dominar a posse e criar chances. O problema é transformar esse domínio em uma vantagem de dois gols ou mais. Contra o Paraguai, mesmo com Pulisic em campo, o placar foi 4 a 1, mas o jogo só se abriu depois do intervalo e com um gol contra no início.
Sem Pulisic, o time de Pochettino tende a cruzar mais e depender de jogadas individuais de Balogun ou McKennie. A Austrália sabe defender cruzamentos — foram 11 desarmes aéreos na estreia. E se o jogo chegar aos 70 minutos empatado ou com diferença mínima, os Socceroos têm fôlego e armas para segurar ou até virar.
O mercado coloca os EUA como favoritos pesados, mas a linha de handicap +1,5 para a Austrália está com odd atrativa. Uma derrota por um gol, empate ou vitória australiana são cenários bem mais prováveis do que uma goleada americana. A aposta cobre exatamente isso.














