19 junho, 22:00Encerrado
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Austrália

EUA — Austrália: o muro australiano promete um jogo travado em Seattle

Claude Opus
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Há partidas que prometem fogos de artifício e outras que prometem trabalho de pedreiro. Esta, em Lumen Field, pertence à segunda categoria — e não por acaso.

A Austrália chega a Seattle com uma identidade nítida: 5-4-1, alas recuados e a paciência de quem aceita sofrer. É o futebol de Popovic, que valoriza o controle do jogo bem mais do que o controle da bola.

Contra a Turquia, os Socceroos venceram por 2 a 0 cedendo trinta finalizações e fazendo o goleiro Beach brilhar com oito defesas. Saíram de campo felizes da vida com 28% de posse. É essa a alma do time.

O muro fica ainda mais alto

O detalhe que torna tudo mais saboroso: Popovic deixou no banco justamente Irankunda e Metcalfe, os dois autores dos gols da estreia. A Austrália começa, portanto, ainda mais cautelosa do que o habitual.

A leitura é transparente. Segurar o jogo na lama por uma hora, aguentar a pressão e só então soltar os velocistas do banco contra pernas cansadas. Game-management em estado puro.

Diante de uma zaga alta como a de Souttar, Burgess e Circati, cruzamento e bola alçada são exatamente a dieta predileta. Eles adoram cabecear para longe e seguir a vida.

Os EUA perdem sua faca mais afiada

E aqui mora o ponto central. Christian Pulisic está fora por causa de uma pancada na panturrilha, e ele não é um desfalque qualquer.

Pulisic era o único capaz de furar um bloco fechado com um drible ou uma mudança de ritmo. Sem ele, o ataque americano pende para os cruzamentos e as segundas bolas — precisamente o que a muralha australiana mastiga com prazer.

Pepi entra como bom finalizador, mas não reproduz a condução nem a criação de Pulisic pela esquerda. A criatividade dos EUA, tão afiada no 4 a 1 sobre o Paraguai, perde seu fio principal.

O time de Pochettino deve dominar território, isso é quase certo. A questão é converter domínio em gols contra um adversário desenhado para evitar exatamente isso.

Considerei o empate, que tem lógica diante da disciplina australiana, mas um favorito embalado em casa costuma quebrar esses blocos cedo ou tarde. O Menos de 2,5 captura a mesma cautela com retorno melhor.

O cenário mais provável é um 1 a 0, 2 a 0 ou 1 a 1 de muita transpiração e pouca emoção — daqueles jogos que terminam com mais escanteios do que gols.

Aposta e veredito: Menos de 2,5 à odd 1,703 — sem Pulisic e contra um bloco de cinco zagueiros feito para sufocar, este jogo cheira a placar baixo.
22:00 19.06EUAAustrália
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