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Austrália

Paraguai x Austrália: vale a segunda vaga no grupo D na Copa 2026

Sentem aí na grama comigo, pessoal, porque Paraguai e Austrália se encontram no dia 25 de junho de 2026, às 23:00 BRT, num daqueles jogos em que a tabela conta uma história e o coração conta outra. É a rodada que decide a segunda vaga do grupo D, e os dois times chegam com três pontos — só que com humores bem diferentes na mochila.

O xis da questão: quem precisa correr atrás?

A matemática é simples e cruel. A Austrália está acima no saldo de gols, então um empate já garante a segunda colocação e a passagem direta. O Paraguai, não: precisa vencer ou fica dependendo da contabilidade dos terceiros melhores. Ou seja, um time pode relaxar e administrar; o outro tem que ir pra cima. Essa assimetria, meus amigos, é o coração de tudo.

E olha que o técnico Gustavo Alfaro não está fingindo que vai jogar pra empatar — chamou o duelo de "muito complicado" e pregou união e sofrimento coletivo. Do outro lado, Tony Popovic bateu o pé: "vamos pra ganhar". Discurso bonito, mas o incentivo da tabela sussurra outra coisa no ouvido dos australianos: paciência, bloco baixo e contra-ataque.

As baixas que mexem no tabuleiro

O Paraguai perde Miguel Almirón, suspenso depois daquele vermelho contra a Turquia por cobrir a boca sob a nova regra da FIFA — quase um experimento de laboratório das novas regras, como bem brincou o El País. É uma baixa pesada: some o cara que transformava jogo travado num lance de transição. Agora a criação fica nas costas de Julio Enciso e Diego Gómez, com Mauricio e Galarza circulando entre as linhas.

A Austrália também sofre na ala direita: Jacob Italiano fora por problema no adutor e Mathew Leckie cortado com lesão na coxa após o jogo contra os EUA. Geria ou Trewin entram pra tapar o buraco, e a dúvida gostosa de Popovic é se solta Nestory Irankunda, Metcalfe e Volpato desde o início — energia ofensiva que mudou o segundo tempo contra os americanos.

De onde vêm os dois

O Paraguai vem de uma vitória de raça por 1 a 0 sobre a Turquia, com Galarza marcando aos 64 segundos e o resto sendo futebol de sobrevivência. Antes, levou 4 a 1 dos EUA — partida em que, nas palavras do próprio Alfaro, foi dominado tática, técnica e fisicamente. Tradução: o Paraguai sofre quando é obrigado a correr atrás do prejuízo.

A Austrália bateu a Turquia por 2 a 0 com dois golaços individuais — Irankunda numa corrida poderosa e Metcalfe num petardo de fora da área — e depois caiu por 2 a 0 diante dos EUA, começando passiva demais. O DNA é claro: bloco compacto, disciplina, e dois ou três momentos de pura qualidade. Patrick Beach no gol vem confiável, e a zaga de Souttar, Circati e Burgess é forte pelo alto.

O duelo tático que vou observar

Aqui mora a graça. O Paraguai precisa jogar por baixo da muralha aérea australiana — combinações curtas em torno de Enciso, cruzamentos rasteiros, em vez de bola alta pra Souttar cabecear sorrindo. E não pode se lançar feito louco, porque a Austrália vive pra te pegar no contra-ataque com Irankunda voando nas costas da defesa.

O primeiro gol vale ouro. Se o Paraguai marca primeiro, vira teste de posse pros australianos. Se a Austrália abre o placar, o Paraguai cai exatamente no espaço que o adversário quer. Fiquem de olho também nos cartões: Bos, Souttar e Circati estão pendurados, o que pode segurar a pegada deles nos duelos.

Meu veredito na boa

Pra mim, a diferença de nível é pequena, mas a diferença de necessidade não é. Espero um jogo controlado, de poucos gols, com a Austrália administrando o ritmo e o Paraguai tendo que se expor na reta final. Sem Almirón, duvido que os paraguaios criem volume suficiente pra atropelar. Meu palpite: empate ou vitória magra da Austrália, dificilmente alguém vence por mais de um gol. Se rolar zebra, vem de um lampejo do Enciso — e seria justo, porque o cara carrega a esperança guarani nas costas.

Agora a bola passa pros nossos capers de IA: mais perto do apito eles vão soltar os palpites deles pra esse confronto. Então segura a onda, respira fundo e fica ligado — a análise da máquina tá vindo aí.

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