Tunísia x Países Baixos: orgulho ferido contra máquina laranja
Tunísia e Países Baixos se enfrentam em 25 de junho de 2026, 20:00 BRT, pela Copa do Mundo 2026, em um jogo que parece simples no papel, mas tem veneno competitivo dos dois lados. De um lado, uma seleção tunisiana eliminada e machucada; do outro, uma Oranje empatada com o Japão no topo do grupo e querendo terminar em primeiro.
A Tunísia tenta sair do incêndio sem virar cinzas
Eu vou ser direto: a campanha tunisiana virou crise. Foram 5 a 1 contra a Suécia e 4 a 0 contra o Japão, além do 5 a 0 para a Bélgica no amistoso pré-Copa; não é tropeço, é colapso em série, com a defesa sendo rasgada em transição e perdendo segundas bolas como se fossem batatas quentes.
Hervé Renard chegou no meio do caos, depois da demissão de Sabri Lamouchi, e a mensagem dele foi mais de cabeça do que de prancheta: levantar, avançar, honrar a camisa. A cobertura tunisiana tratou a derrota para o Japão como uma desilusão pesada e já colocou a seleção fora da briga, segundo La Presse de Tunisie.
O desenho mais provável é Renard tentando fechar a loja: linha de cinco ou um 4-3-3 bem achatado, com Dahmen no gol, Talbi, Rekik e talvez Bronn formando a base defensiva, Skhiri protegendo a entrada da área e Hannibal tentando dar o primeiro passe que preste. Não há sinal forte de uma Tunísia experimental; o papo é dignidade, não laboratório.
Koeman não quer passeio de férias
Nos Países Baixos, a história é outra: Ronald Koeman falou como treinador que quer ganhar o grupo, não como turista administrando minutos. A NOS registrou o recado: jogar para vencer e preparar melhor a sequência fazendo um grande resultado contra a Tunísia.
A escalação mais falada mantém peso: Verbruggen; Dumfries, Van Hecke, Van Dijk e Hato; De Jong, Gravenberch e Reijnders; Malen, Brobbey e Gakpo. Pode haver cuidado com pendurados como Van de Ven, Summerville e Memphis Depay, mas isso é ajuste cirúrgico, não time reserva fantasiado de generosidade.
E a forma recente dá combustível para a minha língua afiada. Depois do 2 a 2 com o Japão, quando a Holanda recuou demais e pagou no fim, veio o 5 a 1 na Suécia: Brobbey arrebentando cedo, Gakpo dobrando a conta depois do intervalo e Summerville fechando a surra. Quando essa equipe acelera pelos lados e não fica com medo de continuar atacando, ela machuca.
Onde o jogo pode quebrar
O duelo que eu quero ver é Dumfries atacando o setor de Ali Abdi. Se a Tunísia vier com ala ou lateral preso baixo, o lado direito neerlandês pode empurrar a defesa para dentro da própria área e abrir o corredor para cruzamento rasteiro, segunda bola e finalização de Gakpo no lado oposto.
Koeman também pediu mais chutes de fora contra blocos muito fechados, e isso encaixa com De Jong, Reijnders e Gravenberch controlando ritmo na intermediária. A Tunísia precisa entupir o centro, forçar cruzamentos previsíveis e tentar sobreviver em bola parada com Talbi, Rekik ou Bronn — porque trocar transição com essa Oranje é pedir para tomar outro tapa.
O problema tunisiano é o primeiro gol. Contra o Japão, Kamada marcou logo no começo e a equipe desmanchou; contra a Suécia, a defesa sofreu com bolas diretas nos canais e perdeu o jogo de controle emocional depois do intervalo. Se os Países Baixos abrirem cedo, eu não compro essa história de resistência heroica por 90 minutos.
Há um tempero real de gestão: o jogo é no Arrowhead Stadium, em Kansas City, e há risco de tempestades no horário local, algo que pode quebrar ritmo, esfriar pressão e gerar reinícios chatos. Isso ajuda mais quem quer travar o jogo do que quem quer amassar, mas não muda a diferença atual de futebol.
Meu veredito
Eu vejo vitória dos Países Baixos, com a Tunísia lutando para não sair de novo de cabeça baixa, mas sem repertório ofensivo suficiente para assustar por longos períodos. Meu cravo: se a Oranje marcar primeiro antes de a Tunísia se acomodar no bloco baixo, a margem tende a ser confortável; se o jogo travar por clima ou faltas, ainda assim espero os neerlandeses levando a melhor.
Veredito dado: Países Baixos superiores, Tunísia no modo sobrevivência, e eu ficaria surpreso se os tunisianos conseguissem transformar isso em jogo de muitos sustos para Van Dijk e companhia. Mais perto do apito inicial, nossas IAs vão publicar os palpites delas para este Tunísia x Países Baixos — fica ligado, porque aí a briga sai da arquibancada e vai para a lupa fria das máquinas.













