Noruega — Inglaterra: o lado direito inglês vira alvo fácil

A Inglaterra chega às quartas com a defesa direita em frangalhos. Quansah está suspenso, Reece James volta de lesão e Djed Spence ou uma improvisação de Konsa ou Stones precisam cobrir o setor. Nenhum deles oferece a mesma solidez que a seleção inglesa costuma ter.
A Noruega percebeu isso nos últimos jogos. Contra o Brasil, as trocas no intervalo melhoraram a entrega de bola pelos lados e Haaland finalizou duas vezes com precisão cirúrgica. Solbakken deve repetir a ideia: diagonal para o lado direito inglês e cruzamentos cedo para o centroavante.
O plano norueguês explora exatamente a fraqueza inglesa
Ødegaard e Berge vão buscar Bobb ou Schjelderup para alimentar Haaland. A Noruega não precisa dominar posse, basta acertar os switches e os cruzamentos antes que a Inglaterra organize a marcação. O calor de Miami também reduz a intensidade de pressão, favorecendo quem ataca com bola aérea e transições rápidas.
A Inglaterra ainda é a favorita para avançar, mas a margem de dois gols parece inflada. Tuchel já precisou fechar com linha de cinco no México e a Noruega tem velocidade suficiente para punir qualquer erro na direita. O consenso superestima a capacidade inglesa de controlar o jogo em todas as fases.
Haaland está em momento histórico de finalização e a Noruega chega com confiança depois de eliminar o Brasil. A seleção inglesa tem mais profundidade de elenco, mas o problema pontual na lateral direita não foi resolvido e a Noruega vai mirar exatamente ali desde o primeiro minuto.















