Espanha — Bélgica: Favorita e sem Onana

Chegou a hora das quartas de final da Copa do Mundo e o SoFi Stadium, em Inglewood, recebe um duelo de gigantes europeus. De um lado, a Espanha de Luis de la Fuente, invicta e com cinco jogos sem sofrer gols. Do outro, uma Bélgica que se reencontrou na fase de mata-mata, mas que chega com uma baixa pesada no meio-campo.
O buraco que Onana deixou
Amadou Onana rompeu o ligamento cruzado do joelho contra os Estados Unidos e está fora do Mundial. É um golpe duríssimo para a Bélgica: ele era o principal cão de guarda do meio-campo, o cara que quebrava jogadas, ganhava bolas aéreas e dava cobertura para a dupla Tielemans-Vanaken. Sem ele, a zona central fica exposta.
Contra os Estados Unidos, a Bélgica fez sua melhor partida justamente com uma postura compacta e sem suas estrelas máximas — De Bruyne, Lukaku e Doku começaram no banco. Mas até naquele jogo Onana esteve em campo nos primeiros 21 minutos, antes de se machucar. Depois que ele saiu, a equipe de Rudi Garcia segurou o resultado com uma linha baixa e erros do adversário. Contra a Espanha, o cenário é outro.
O meio-campo espanhol em vantagem
Rodri e Pedri formam a base do jogo de controle espanhol. Com Onana fora, a dupla belga de volantes tem menos pernas e menos força para sufocar as rotações de Dani Olmo. A tendência é que a Espanha domine a posse e crie superioridade numérica no meio-terço do campo. O histórico recente mostra isso: a Fúria marcou três ou mais gols em três dos últimos quatro jogos.
E não é só ataque. A defesa espanhola é a mais consistente do torneio: cinco jogos, cinco gols sofridos? Zero. Unai Simón praticamente não foi exigido em lances de perigo real. E a zaga, com Laporte e Cubarsí, já está 100% recuperada de pequenos desconfortos e treinou sem restrições.
O fator estrelas belgas
A grande incógnita é se Garcia repetirá a ousadia de deixar De Bruyne, Lukaku e Doku no banco. Se escalar o time titular com essas peças, a Bélgica ganha poder de fogo, mas perde equilíbrio. Se optar por manter a estrutura que funcionou contra os EUA, com De Ketelaere e Trossard como referências ofensivas, o time pode ser mais sólido, mas ainda assim terá dificuldades para conter Lamine Yamal e Álex Baena.
Lamine Yamal, aliás, é o diferencial. Ele já destruiu linhas defensivas mais organizadas que a da Bélgica — que tem Mechele e Ngoy como zagueiros titulares, uma dupla que ainda não enfrentou um ataque com tanta mobilidade e intensidade. A aposta em Baena pelo lado esquerdo, no lugar de um Nico Williams ainda se recuperando de lesão, deu mais controle e passes decisivos à Espanha.
O handicap como escolha
O mercado coloca a Espanha como favorita natural, mas a linha de handicap -1,5 pagando 2,66 está generosa. Uma vitória por dois ou mais gols da Fúria — como 2-0 ou 3-0 — é perfeitamente plausível. A Bélgica pode até complicar por um tempo, mas a tendência é que a superioridade técnica e a ausência de Onana pesem conforme o jogo avança.
A aposta no handicap -1,5 da Espanha cobre tanto uma vitória tranquila quanto um placar mais dilatado. A consistência defensiva espanhola e a vulnerabilidade central belga são os pilares desse palpite. O valor está aqui.


















