França — Marrocos: quartas pedem gols e intensidade

Estamos em Foxborough, Massachusetts, para um duelo de quartas de final que promete emoção do início ao fim. França e Marrocos se enfrentam nesta quinta-feira, 9 de julho de 2026, às 17:00 BRT, com a vaga na semifinal em jogo. De um lado, a seleção de Deschamps, favorita ao título, do outro, a surpresa marroquina, que já provou que não está aqui para passear.
Desfalques que mudam o jogo
Do lado francês, a ausência de Tchouaméni é sentida no meio-campo. O volante do Real Madrid, com um problema no adutor, não começará a partida, deixando a dupla Koné-Rabiot como responsável pela contenção. É uma baixa que fragiliza a proteção à zaga, especialmente nas transições defensivas.
Já Marrocos perdeu seu principal nome ofensivo: Ismael Saibari, artilheiro e referência técnica, está fora com lesão na coxa. Quem entra é Soufiane Rahimi, mais velocidade e menos construção. A diferença no último terço é enorme, e isso abre espaço para a França controlar mais a posse sem a mesma preocupação de um ataque marroquino organizado.
O ataque francês é implacável
Mbappé, Dembélé, Olise e agora Désiré Doué formam um quarteto ofensivo que já marcou 12 gols no torneio. A França tem média superior a dois gols por partida, mesmo quando o jogo não flui bem — como contra o Paraguai, quando criou 15 finalizações mesmo precisando de um pênalti para vencer.
O calor de 32°C em Boston pode desacelerar o ritmo, mas este time francês está acostumado a jogar em alta intensidade. Com Doué entrando no lugar de Barcola, ganha-se mais capacidade de infiltração e combinação por dentro, o que deve complicar a marcação marroquina.
Marrocos tem armas, mas não as mesmas
Os marroquinos mostraram resiliência contra Brasil, Holanda e Canadá, mas sem Saibari perdem a capacidade de segurar a bola no campo de ataque e de conectar os meias. Rahimi é mais direto, mas isso também significa que, quando a França roubar a bola, o contra-ataque será mais letal.
E a defesa marroquina não é tão sólida quanto o 3 a 0 sobre o Canadá sugere. Contra o Haiti, levaram dois gols e mostraram fragilidades em lances aéreos e de profundidade. Mbappé e Dembélé adoram isso.
Um jogo de ida e volta
A tendência é de uma partida aberta, com a França pressionando desde o início e Marrocos tentando explorar os espaços nas costas da linha defensiva francesa. A ausência de Tchouaméni dá mais liberdade para os contra-ataques marroquinos, especialmente com Hakimi e Brahim Díaz.
Mas a França também mostra vulnerabilidades defensivas, como o Paraguai evidenciou. Aos 32°C, erros de passe e desgaste podem gerar chances para ambos os lados. O histórico recente também aponta para gols: Marrocos marcou em 4 dos 5 jogos, e França só não fez mais de um gol contra o Iraque.



















