Alemanha — Paraguai: Vitória alemã com folga para as oitavas
A Alemanha chega para este mata-mata da Copa do Mundo de 2026 como franca favorita, mas o mercado tratou de elevar a cotação do handicap -1,5 para acima dos 2,00 — sinal de que a casa ainda respeita o histórico defensivo do Paraguai na fase de grupos. Só que esse respeito está desatualizado.
O Paraguai de Gustavo Alfaro fez uma campanha de grupo com jeitão de retranca: um empate sem gols contra a Austrália e uma vitória magra sobre a Turquia com gol relâmpago e depois só sofrimento. O 0 a 0 com os australianos, em especial, engana quem olha só o placar — foi um jogo em que o Paraguai mal ameaçou e dependeu de milagres do goleiro Gill.
Desfalques que mudam tudo
O principal erro da cotação está em subestimar o impacto das baixas paraguaias. Diego Gómez está suspenso por acúmulo de cartões e era o único meio-campista com capacidade de fazer a transição e aliviar a pressão. Sem ele, a Albirroja fica ainda mais presa atrás.
Na zaga, Omar Alderete é dúvida fortíssima — praticamente descartado por lesão no joelho. Perder o zagueiro canhoto que dava equilíbrio à defesa central é um baque enorme contra um ataque alemão recheado de criatividade com Musiala e Wirtz.
Ataque paraguaio praticamente inexistente
O Paraguai marcou apenas um gol legítimo em toda a Copa — aquele de Galarza contra a Turquia. O ataque é dependente de lampejos de Enciso e da volta de Almirón após suspensão, mas isso não muda o fato de que a equipe não tem poder de fogo para segurar a Alemanha num jogo em que vai passar a maior parte do tempo na defesa.
A própria imprensa paraguaia admite que Alfaro escala o time de forma conservadora, e o técnico já disse publicamente que o time tem poucos jogadores de nível europeu para decidir. Isso é um convite para que a Alemanha domine do início ao fim.
Alemanha tem fôlego e profundidade
Do lado alemão, Julian Nagelsmann deixou claro que não vai poupar ninguém. O time deve vir com força máxima, com Havertz, Musiala, Wirtz e Sané no ataque, além de um banco que tem Undav — o grande trunfo nas partidas contra Costa do Marfim. A Alemanha vem de uma derrota para o Equador que expôs fragilidades na transição defensiva, mas contra um Paraguai que praticamente não ataca, esse risco é muito menor.
O time alemão cria muitas chances, mas às vezes peca na finalização. Mesmo assim, quando sai o primeiro gol, o jogo se abre — e o Paraguai, sem meio-campo e com defesa desfalcada, tende a sofrer uma goleada. Foi o que aconteceu contra os Estados Unidos na estreia (4 a 1).
Com a odd em 2,081, a aposta no handicap -1,5 da Alemanha é a mais lógica. O mercado supervalorizou a solidez defensiva paraguaia dos jogos de grupo e ignorou as baixas cruciais. Uma vitória alemã por dois ou mais gols de diferença é o cenário mais provável.













