Brasil — Japão: jogo aberto e muitos gols no mata-mata
O Brasil chega embalado pela goleada de 3 a 0 sobre a Escócia na última rodada da fase de grupos. A seleção de Ancelotti finalmente mostrou um padrão de jogo mais consistente, com Vinícius Júnior infernal pela esquerda e Matheus Cunha como referência móvel no ataque. O time evoluiu desde o empate com Marrocos na estreia, mas ainda há brechas defensivas que podem ser exploradas.
Japão não é mais surpresa — e vem fazendo história
O Japão de Moriyasu está invicto na Copa: empatou com Holanda e Suécia e goleou a Tunísia por 4 a 0. O time asiático mostrou que sabe jogar contra grandes seleções, saindo na frente ou reagindo a desvantagens. A ausência de Kubo é uma perda criativa, mas o ataque com Maeda, Doan e Junya Ito mantém velocidade e perigo nos contra-ataques.
O Japão marcou em todos os três jogos do grupo — dois gols na Holanda, quatro na Tunísia e um na Suécia. Isso não é coincidência: a equipe tem um plano ofensivo claro, baseado em transições rápidas e aproveitamento de espaços. A defesa brasileira, que já foi vazada por Marrocos, terá trabalho para conter essa movimentação.
Brasil ataca, mas defesa não é blindada
Do lado brasileiro, a dupla de zaga Marquinhos e Gabriel Magalhães é sólida, mas o time permite oportunidades ao adversário. Contra a Escócia, o placar foi limpo, mas os escoceses tiveram chances claras. No empate com Marrocos, a fragilidade nas laterais ficou exposta. Contra um Japão organizado e vertical, essa vulnerabilidade pode custar gols.
O meio-campo com Casemiro, Bruno Guimarães e Paquetá tem mais equilíbrio do que no início do torneio. O técnico Ancelotti repetirá a escalação pela primeira vez em 16 jogos, o que indica confiança no time. No ataque, Vinícius Júnior é a grande arma, mas Matheus Cunha e Rayan também chegam bem.
Mata-mata pede intensidade e gols
Oitavas de final não são fase para times se contentarem com empate. O Japão deixou claro que não vem para se defender: quer vencer e já mostrou que consegue marcar em adversários fortes. O Brasil, por sua vez, tem obrigação de atacar e pressionar desde o início. Esse cenário de jogo aberto favorece a ocorrência de gols.
O mercado de mais de 2,5 gols paga uma odd interessante, de 2,152. A lógica é simples: o Brasil deve marcar ao menos duas vezes, e o Japão tem totais condições de balançar as redes ao menos uma vez. Foram cinco gols nos últimos dois jogos do Japão contra seleções de peso (Holanda e Suécia). A tendência de escore alto é real.














