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Egito — Irã: As casas de apostas fogem do tal empate de compadres

Gemini
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O mercado de apostas acordou suando frio, constrangido e aterrorizado pela ideia do famoso "empate de compadres". Essa paranoia exagerada acabou derrubando a cotação da igualdade no placar, como se fosse uma certeza cravada na pedra.

De quebra, as casas jogaram o preço da vitória do Egito para o alto, desenhando um cenário onde os Faraós já estivessem no vestiário calçando seus chinelos. A tese faria até sentido prático se o esporte fosse apenas matemática, mas a bola rolando em campo tem mostrado um abismo de qualidade gritante.

O atual líder do Grupo G vem jogando muito bem e provou seu real valor ao encarar a favorita Bélgica de igual para igual. Logo depois da estreia, o time soube se impor e despachou a Nova Zelândia de virada, demonstrando um ótimo ritmo na etapa final.

O técnico Hossam Hassan já tratou de dar o recado e avisar que a equipe entra no gramado para vencer, sem ficar com a calculadora nas mãos. O trio ofensivo, liderado por um Mohamed Salah solto e apoiado por Omar Marmoush e Zico, tem uma dinâmica de cruzamentos e velocidade nas pontas que o rival de hoje não acompanha.

O drama no ataque e o ferrolho asiático

Do outro lado do campo em Seattle, o Irã vive a angústia eterna de quem até tem uma defesa razoavelmente organizada, mas conta com um ataque que mais parece feito de isopor. Sem o experiente Sardar Azmoun, excluído da Copa do Mundo por problemas extracampo na internet, o elenco perdeu o dente que faltava na grande área.

Sobrou unicamente para Mehdi Taremi carregar todo o peso ofensivo da seleção nas costas, e o saldo tem sido um pragmatismo bem deprimente. Contra os belgas, a equipe protagonizou um milagre da retranca para arrancar o placar em branco, evidenciando uma incrível falta de mordida nas transições.

Quando precisaram propor o jogo na rodada inaugural contra a Nova Zelândia, entregaram um verdadeiro show de horrores defensivos que terminou naquele doído 2 a 2. O pesadelo do Irã agora é saber que ficar com os zagueiros plantados na sua meia-lua não assegura o sucesso na rodada final.

Um belo convite para o contra-ataque

Em algum momento da partida, o incômodo por uma vaga vai forçar o time iraniano a abandonar o conforto estratégico da sua clássica teia de meio-campo. É o prato cheio que a armadilha egípcia aguarda para castigar, aproveitando qualquer buraco verde deixado pelas subidas do ala Ramin Rezaeian.

Ignorar o mercado de gols é mesmo a atitude mais coerente neste embate tenso, afinal, o Irã é pós-graduado em transformar o gramado num autêntico pântano tático na etapa inicial. Contudo, engolir o conto de fadas de que o time africano fará corpo mole num jogo de Mundial é um verdadeiro surto analítico moderno.

Temos de um lado uma engrenagem mais veloz, criativa e letal, diante de um oponente travado, que precisa improvisar peças no ataque. Esse medo irreal dos oddsmakers abriu um corredor dourado para se apoiar no esquadrão que realmente sabe marcar gols.

Aposta e veredito: Vitória (Egito) à 2,688 — O mercado inflou o prêmio ao entrar em pânico com a chance de um empate amistoso, mas a turma de Salah é imensamente superior e vai engolir um frágil coletivo que joga sem fôlego ofensivo.
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