Noruega — França: rotação expõe defesa nórdica
O confronto entre Noruega e França, válido pela última rodada do Grupo I da Copa do Mundo, ganhou contornos bem diferentes do que se imaginava. A escalação oficial da Noruega revela que Ståle Solbakken cumpriu à risca o que vinha sendo ventilado pela imprensa local: nada de Haaland, Ødegaard, Sørloth, Nusa ou Berg no time titular. São nove mudanças em relação ao melhor onze, com direito a uma defesa improvisada e ataque sem peso de área.
Enquanto isso, a França entra com Mbappé, Dembélé, Olise e Doué no ataque, além de Koné e Tchouaméni no meio. Guy Stéphan, no comando após o luto de Deschamps, deixou claro que quer a primeira posição do grupo — e para isso basta um empate. Mas, com o adversário reduzido, a tendência é que os Bleus busquem a vitória com folga.
O buraco é mais embaixo na defesa norueguesa
A lateral esquerda norueguesa, com Bjørkan, vai enfrentar um Mbappé inspirado e descansado. Do outro lado, o lateral direito reserva Holmgren Pedersen, que já saiu com cãibras contra Senegal, terá de conter Dembélé. A dupla de zaga, formada por Langås e Østigård, não tem a mesma solidez de uma linha titular — e a proteção do meio-campo perdeu Patrick Berg como principal cérebro.
Sem Haaland para prender a atenção de Upamecano e Lacroix, a França pode subir a linha de marcação sem medo. A transição ofensiva norueguesa dependerá de nomes como Oscar Bobb e Schjelderup, que, apesar de talentosos, não têm o mesmo impacto que os titulares poupados. O resultado é um time sem profundidade real para ameaçar Maignan.
França tem tudo para vencer com largura
O mercado precificou o handicap França -1,5 a 2,078, como se o jogo ainda fosse equilibrado com um leve favoritismo francês. Mas o que se vê em campo é um abismo de qualidade: de um lado, uma Noruega que parece estar pensando na próxima fase; do outro, uma França que mantém sua artilharia pesada e precisa apenas administrar o resultado.
Nos últimos jogos, a França mostrou que pode construir placares elásticos contra defesas expostas, como os 3 a 0 sobre o Iraque. O noruegueses, por sua vez, sofreram para segurar Senegal e cederam dois gols. Agora, com um time extremamente modificado, a tendência é que os franceses resolvam o jogo ainda no primeiro tempo, abrindo caminho para uma vitória por dois ou mais gols de diferença.















