Curaçao — Costa do Marfim: o confronto deve ter menos de 3,5 gols
O Grupo E da Copa do Mundo chega à última rodada com Curaçao e Costa do Marfim se enfrentando em Filadélfia. Os marfinenses buscam a classificação inédita às oitavas, enquanto os caribenhos ainda sonham com uma vaga histórica. Mas, apesar das motivações distintas, um fator une as duas seleções: a tendência de um jogo com poucos gols.
A muralha de Curaçao
Dick Advocaat montou um bloco defensivo sólido, com linha de cinco e muita compactação. O 0 a 0 contra o Equador não foi obra do acaso: Eloy Room fez defesas milagrosas e os zagueiros se sacrificaram em cada dividida. Aquele resultado deu confiança ao time, mas também escancarou a dificuldade ofensiva de Curaçao, que só marcou um gol em toda a competição.
Além disso, o treinador holandês já avisou que não vai se expor contra os marfinenses. "Não seria inteligente atacar de forma aberta", disse Advocaat. A ideia é manter o 5-4-1, explorar contra-ataques com Tahith Chong e contar com a bola parada de Juninho Bacuna. Isso significa menos espaços e, consequentemente, menos chances claras de gol para os dois lados.
Ataque marfinense longe da explosão
A Costa do Marfim tem apenas dois gols em dois jogos: um contra o Equador e outro diante da Alemanha. Números modestos para uma equipe recheada de talentos como Amad Diallo, Franck Kessié e Simon Adingra. A ausência do lateral-direito Wilfried Singo, lesionado, tira uma importante opção de cruzamento e profundidade pelo flanco direito.
Emerse Faé garantiu que colocará força máxima, mas o histórico recente mostra dificuldade em quebrar linhas baixas. Contra o Equador, o gol saiu apenas aos 90 minutos. Frente à Alemanha, a vitória escapou nos acréscimos. O time tem poder de fogo, mas não tem sido avassalador — e enfrentar um Curaçao motivado e bem postado não será tarefa simples.
O mercado, porém, precifica a possibilidade de 4 ou mais gols a uma odd de 2,075, o que parece exagerado. As evidências de campo apontam para um jogo mais controlado, com chances limitadas e placar magro. A própria necessidade de Curaçao vencer pode levar a um ímpio inicial, mas a qualidade da Costa do Marfim no contra-ataque inibe qualquer loucura dos caribenhos.
O calor de Filadélfia e o desgaste da viagem também favorecem um ritmo mais cadenciado. Curaçao já mostrou que pode segurar equipes tecnicamente superiores por 90 minutos. A Costa do Marfim, por sua vez, sabe que um empate pode ser suficiente. Todos os sinais apontam para um duelo de menos de 3,5 gols.














