21 junho, 07:00Encerrado
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Japão

Tunísia — Japão: jogo enxuto na estreia de Renard

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A estreia de Hervé Renard no comando da Tunísia acontece em meio ao caos. Depois do 5 a 1 sofrido para a Suécia na rodada de abertura, a seleção tunisiana demitiu Sabri Lamouchi e aposta no experiente treinador francês para estancar a sangria. Renard jamais vai arriscar um jogo aberto: sua primeira missão é reconstruir a solidez defensiva, algo que a equipe perdeu completamente diante da Bélgica (5 a 0) e da Suécia.

Do outro lado, o Japão chega com moral após o empate em 2 a 2 com a Holanda, mas com um ataque desfalcado. Takefusa Kubo está fora por lesão no joelho, Kaoru Mitoma e Takumi Minamino já não vieram para a Copa, e Wataru Endo também deixou o grupo. São quatro peças de criação e equilíbrio que não estarão em campo no Estádio Monterrey.

O ataque japonês perdeu a pontaria

Sem Kubo, o Japão perde seu principal articulador de jogadas pelo meio e nas bolas paradas. Foi dele a assistência para o gol de Nakamura contra a Holanda, ao puxar marcadores e abrir espaço. Sem Mitoma, a equipe de Hajime Moriyasu fica sem o drible em profundidade pela esquerda – contra a Islândia em maio, sem Mitoma, o Japão teve enorme dificuldade para furar o bloqueio adversário e só venceu aos 42 do segundo tempo.

Minamino e Endo são baixas que enfraquecem as opções de finalização e a transição defensiva. Com tantos desfalques ofensivos, o Japão tende a depender mais de cruzamentos e jogadas laterais, algo que uma defesa tunisiana concentrada pode neutralizar, ao menos nos primeiros 60 minutos.

Tunísia: da tragédia à retranca planejada

A Tunísia sofreu dez gols nos dois últimos jogos (Bélgica e Suécia), mas a troca de comando muda o panorama. Renard é conhecido por organizar equipes que priorizam o bloqueio e as bolas paradas. A provável escalação com quatro defensores – Valery, Rekik, Talbi e Abdi – e dois volantes como Skhiri e Khedira indica que a ideia é encaixotar o jogo.

Nas entrevistas após a goleada para a Suécia, o novo técnico pediu que os jogadores “levantassem a cabeça”. O recado é psicológico, mas a estratégia será prática: evitar outro início desastroso, manter o placar fechado o máximo possível e torcer por um lampejo de Chaouat ou Hannibal Mejbri.

Números e contexto que reforçam o Menos de 2,5

O empate com a Holanda mostrou um Japão resiliente, mas que também sofreu dois gols – um de bola parada e outro em jogada individual. Sem Mitoma e Kubo, a criação de chances cai de qualidade. Além disso, a altitude e a umidade de Monterrey podem pesar no ritmo do segundo tempo. A linha de 2,5 gols está ligeiramente favorecendo o Mais (odds perto de 2,00), o que nos parece um exagero diante do contexto.

A soma de ausências ofensivas japonesas com a urgência defensiva tunisiana cria um cenário de poucas oportunidades claras. O jogo deve ser truncado, com muitos passes errados e pouca fluência. Mesmo que o Japão vença, difícil imaginar uma goleada ou uma partida com três ou mais gols.

Aposta e veredito: Menos de 2,5 @ 1,853 – A ausência de quatro titulares criativos do Japão e a chegada de Renard com um plano de contenção tornam improvável um jogo com muitos gols. O mercado subestima essa convergência.
07:00 21.06TunísiaJapão
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