Estados Unidos x Bélgica: Balogun muda o tom das oitavas
Estados Unidos e Bélgica se enfrentam em 6 de julho de 2026, 21:00 BRT, pelas oitavas de final da Copa do Mundo 2026, em Seattle. Quem sobreviver pega o vencedor de Portugal x Espanha nas quartas, em Los Angeles, no dia 10 de julho — ou seja, não tem ensaio, não tem descanso, não tem desculpa bonita para entrevista coletiva.
Balogun liberado muda a temperatura
Eu vou começar pelo ponto que mexe no jogo: Folarin Balogun está disponível. A suspensão de um jogo foi adiada pela FIFA, e a U.S. Soccer confirmou que ele pode enfrentar a Bélgica; isso devolve aos Estados Unidos o atacante que ataca profundidade, prende zagueiro e finaliza como referência real.
Pochettino deve voltar ao núcleo mais forte, num 4-3-3 que vira 4-2-3-1: Freese; Freeman, Richards, Ream e Antonee Robinson; McKennie, Adams e Tillman; Dest, Balogun e Pulisic. Pulisic, depois do problema na panturrilha, já voltou do banco contra a Turquia e foi titular contra a Bósnia; sem ele, o lado esquerdo perde veneno, com ele, a Bélgica não dorme.
A campanha americana tem corpo. Bateu o Paraguai por 4 a 1 com Balogun fazendo dois, controlou a Austrália por 2 a 0 em Seattle sem Pulisic, perdeu da Turquia num jogo de nove mudanças e passou pela Bósnia por 2 a 0 mesmo jogando um trecho final com dez após o vermelho de Balogun.
A Bélgica tem nome, mas também tem barulho
A Bélgica chega com Courtois, De Bruyne, Tielemans, Trossard e possivelmente Lukaku como martelo de segundo tempo. Só que eu não compro camisa famosa como argumento final: o time sofreu para empatar com Egito e Irã, goleou a Nova Zelândia por 5 a 1 e escapou contra Senegal numa virada maluca na prorrogação.
Contra Senegal, a Bélgica esteve perdendo por 2 a 0, buscou com Lukaku aos 86, Tielemans aos 89 e venceu com pênalti no 120+5. Até Rudi Garcia admitiu, segundo a AP, que Senegal merecia vencer. Quando o próprio treinador entrega essa, meu amigo, o alarme não está tocando: está berrando no ouvido.
A provável correção belga é colocar Nicolas Raskin para dar mordida e equilíbrio, com Hans Vanaken saindo e Jérémy Doku podendo ir para o banco. A imprensa belga, via VoetbalNieuws, aponta uma escalação com Courtois; Castagne, Ngoy, Mechele e De Cuyper; Raskin, Tielemans e De Bruyne; Lukebakio, De Ketelaere e Trossard.
Onde o jogo pode quebrar
Para mim, a chave americana é simples de falar e difícil de executar: pressionar em ondas sem virar uma avenida. Adams precisa fechar a primeira bola em De Bruyne, McKennie tem que ganhar segunda bola, e Balogun precisa correr nas costas de uma defesa belga que ainda procura a combinação ideal entre Ngoy, Mechele, Theate e companhia.
Dest alto pela direita e Pulisic carregando por dentro podem empurrar a Bélgica para trás, principalmente se Lukebakio começar no lugar de Doku e o plano belga for mais disciplinado do que explosivo. Mas se De Bruyne receber livre entre linhas, aí vira aquele tipo de passe que humilha desenho tático em quadro branco.
A Bélgica tem um trunfo que não envelhece: Courtois em jogo apertado. E tem Lukaku, que já mudou Egito, Nova Zelândia e Senegal quando entrou ou apareceu na área. Só que depender de salvação tardia em mata-mata é brincar de acender fósforo dentro de posto de gasolina.
Meu veredito antes da gritaria final
Eu acho que os Estados Unidos chegam mais organizados, mais inteiros no plano e com a notícia de Balogun dando um choque de confiança no vestiário. A Bélgica tem mais craques no currículo, mas o momento coletivo americano é melhor, e Seattle já foi palco de vitória sólida sobre a Austrália.
Meu palpite: Estados Unidos 2 a 1, com os dois times marcando e margem mínima; se a Bélgica passar, imagino que seja mais na unha e talvez além dos 90 minutos, não por atropelo. Veredito dado: eu fico com a ousadia americana. Mais perto do apito inicial, nossas IAs vão soltar os palpites delas para este jogo — aí eu quero ver quem banca a bronca comigo.

Texto pegando fogo! Bora, deixa esse joinha explodir.











